BÁRBARA RAMOS DE OLIVEIRA
O transtorno bipolar é uma doença psiquiátrica que
atinge cerca de 3% da população mundial, caracterizado por oscilações ou
mudanças rápidas e cíclicas no humor. Variando desde estados de alegria e
tristeza, até mudanças patológicas acentuadas e diferentes do normal, como
episódios de mania, hipomania e depressão. É uma doença de grande impacto na
vida do paciente, de sua família e sociedade, causando prejuízos muitas vezes
irreparáveis.
A causa do transtorno é o conjunto de fatores
biológicos, dentre eles neuroquímicos e genéticos. Abaixo estão relacionados e
explicados cada fator, e sua contribuição para o quadro:
Neuroquímica:
Há a redução na atividade dos seguintes
neurotransmissores: serotonina, noradrenalina e dopamina. Essas aminas
biogênicas são amplamente distribuídas no sistema límbico, as quais estão
envolvidas na modulação do sono–vigília, apetite, funções endócrinas e estados
comportamentais, como irritabilidade e medo. As alterações relacionadas a esses
neurotransmissores podem ocorrer em virtude de alterações na sensibilidade de
seus receptores.
As pessoas que apresentam esse quadro clínico, possuem
uma pré-disposição que pode ser diagnosticada desde a infância. "Em nosso
DNA existem genes, sendo que certas doenças são gerenciadas por apenas um par
deles. Quando se trata de poucos genes, é mais fácil identificar e tratar o
paciente, mas a bipolaridade é uma doença poligênica, ou seja, vários genes
atuam de forma errada, fornecendo assim a doença", afirma o geneticista da
Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRP). Estatisticamente, se um dos
pais é portador do transtorno bipolar, há 25%de chance do filho apresentar um
transtorno do humor. Quando maior a distância de parentesco, menor a
possibilidade de ter um Transtorno Bipolar. Os estudos de gêmeos tem mostrado
que a taxa de concordância em gêmeos monozigóticos é de 33 a 90% e gêmeos
dizigóticos cerca de 5 a 25%. As associações entre o Transtorno Bipolar I e
marcadores genéticos têm sido relatadas para os cromossomas 5,11 e x.
O transtorno bipolar não tem cura, apenas um controle.
Os medicamentos mais utilizados atualmente são o lítio e alguns
anticonvulsivantes, pois mostram bons efeitos na estabilização do humor. podem
ser indicados também antidepressivos, mas com ressalvas porque podem, em vez de
trazer o paciente para um estado de normalidade de humor, induzir à crise de
euforia. Medicamentos conhecidos como antipsicóticos, sobretudo alguns
desenvolvidos mais recentemente, têm sido empregados como estratégia para obter
a estabilização de humor. Além dos medicamentos, a terapia pode ajudar a pessoa
a entender que tem uma doença e a aceitar o tratamento. É dar-se conta de como
funciona o transtorno e saber diferenciar o que é normal do que foge do
controle.
Fonte:
http://www.hcnet.usp.br/ipq/revista/vol32/s1/28.html
http://www.online.unisanta.br/2007/08-18/saude-2.htm
http://www.leticiadeoliveira.com.br/duvidas-pdf/transtorno-bipolar.pdf
http://www.einstein.br/einstein-saude/em-dia-com-a-saude/Paginas/transtorno-bipolar-a-vida-na-montanha-russa.aspx
Bioquímica UnB
domingo, 22 de junho de 2014
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