VICTOR DIEGO LISBOA BARROS
Das mãos dos marginalizados e “criminalizados”
moradores de rua ás festas da elite intelectual, de uso terapêutico á ritos e
festividades que remontam ao Egito e Grécia bem como práticas religiosas e
contextos e situações distintas, o consumo de substâncias psicoativas
popularmente referidas como “drogas” apresenta-se presente em todos estes até
os dias atuais. Fazendo com que a história das drogas seja uma inserida e
intrinsicamente relacionada com a história da humanidade e que nos últimos anos
passaram a ser vista como uma epidemia social.
Mas afinal de conta o que são drogas? Quais são seus
mecanismos de ação e suas variedades?
“Psicoativo” é um dos termos cunhados para referir às
substâncias que modificam o estado de consciência, humor ou sentimento de quem
as usa – modificações essas que podem variar de um estímulo leve, como o
provocado por uma xícara de café, até alterações mais intensas na percepção do
tempo, do espaço ou do próprio corpo, como as que podem ser desencadeadas por
alucinógenos naturais vegetais, como a yahuasca, ou “substâncias psicodélicas”
sintéticas, como o ácido lisérgico, popularmente conhecido como LSD.
As drogas psicotrópicas agem no sistema nervoso
central (SNC), alterando as comunicações entre os neurônios sendo que seu
efeito estará relacionado com o tipo de neurotransmissor que essa a droga irá
atingir e seu mecanismo de ação sobre os mesmos. Tendo em vista que os
neurotransmissores são os “mensageiros do cérebro” sendo responsáveis por
carregar informações relacionadas aos nossos pensamentos e sentidos as drogas
pode provocar efeitos distintos e diversos como euforias, prazer, sono,
perturbações, alucinações entre outros.
Apesar da dificuldade para classificar as drogas
psicotrópicas devido a variedade de efeitos que uma só substância podem causar
no SNC elas são agrupadas em três principais grupos: Depressoras, estimulantes
e perturbadoras do SNC.
• Drogas
depressoras: Diminuem a atividade do SNC, sintomas e sinais: Sonolência,
lentificação psicomotora etc. Exemplo
destas: Álcool, Inalantes e Benzodiazepínicos (Medicamentos mais utilizados no
mundo)
• Drogas
estimulantes: Aquelas que estimulam e aumenta a atividade do SNC, Sintomas e
sinas: Agitação, aumento da atividade motora, inibição da sensação de sono e
cansaço etc. Altas doses podem torna-las perturbadoras. Exemplos: Cocaína e
derivados (Crack, merla, heroína) e Café.
• Drogas
perturbadoras: Produzem mudanças qualitativas no funcionamento do SNC, como
sintomas e sinas temos: Aumento dos sentidos e percepção e em alguns casos,
substâncias e dosagens podem produzir delírios, ilusões e alucinações.
Exemplos: Maconha, medicamentos anticolinérgicos e LSD.
Segue a baixo um link interativo de uma “festa” de
ratinhos de laboratório que mostra de forma bem interessante e dinâmica o
mecanismo molecular de ação de diversos psicotrópicos sobre a sinapses no
sistema nervoso central.
http://learn.genetics.utah.edu/content/addiction/mouse/
Fontes:
http://www.gruponitro.com.br/atendimento-a-profissionais/%23/pdfs/artigos/multidisciplinares/efeito_das_drogas_psicotropicas_no_snc.pdf
http://www.crianca.mppr.mp.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=457
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1415-47142014000100001&script=sci_arttexthttp://www.gruponitro.com.br/atendimento-a-profissionais/%23/pdfs/artigos/multidisciplinares/efeito_das_drogas_psicotropicas_no_snc.pdf
Bioquímica UnB
sábado, 21 de junho de 2014
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