OSMAIRO VALVERDE MACHADO
A depressão é considerada uma doença multifatorial,
tendo em sua essência várias causas possíveis. Apesar dos inúmeros relatos e
artigos científicos sobre o problema, sua presença pode, muitas vezes, ser
confundida com outros problemas de saúde mental, além de existir grande debate
sobre o que de fato acarreta o seu desenvolvimento.
Dados afirmam que a patologia será considerada uma das
mais comuns no mundo em menos de 20 anos e, estimam-se que só no Brasil existam
mais de 38 milhões de pessoas atingidas, de acordo com afirmação da revista
Mente Cérebro.
Os sintomas podem ser os mais diversos: ansiedade,
angústia, desânimo, cansaço persistente, diminuição ou incapacidade de sentir
alegria, desinteresse em diversos assuntos, falta de apetite ou excesso de
apetite, sentimento de medo, ideias corriqueiras de medo, baixa autoestima, não
sentir que a vida tem sentido, inutilidade... A lista é tão grande que
poderíamos encher páginas com as descrições.
A doença, em si, leva também ao isolamento. Isso é
provocado, em parte, pela própria patologia que gera um “estigma” sobre a
pessoa afetada, o que também estimula ao afastamento social. Isso é a explicação
para que milhares de pessoas que sofrem com depressão evitem falar sobre o
assunto ou se recusem a buscar tratamento. Quando não tratada adequadamente,
existem riscos reais e potenciais de suicídio. De acordo com a OMS (Organização
Mundial da Saúde), a cada 40 segundos, uma pessoa tenta tirar sua própria vida
no mundo.
Mas, o que de fato é depressão?
A resposta é tão complexa que não pode ser respondida
com apenas uma ótica. Os pesquisas acreditam que diversos fatores como genética
e traumas sofridos na infância são apenas algumas das possibilidades que levam
ao desenvolvimento da doença.
Além disso, existe o fator individual, ou seja, uma
pessoa que passou por uma experiência X pode desenvolver depressão devido ao
trauma, mas outra pessoa que passou pelo mesmo problema pode simplesmente não
desenvolver a patologia, conseguindo superar completamente.
De acordo com a visão mais tradicionalista da
psicanálise, a depressão pode ser encarada e entendida como uma espécie de
rompimento dos sentidos e do amparo: “É o
momento em que o psiquismo falha em sua atividade ilusionista e deixa de
entrever o vazio que nos cerca, ou o vazio que o trabalho psíquico tenta
cercas; é o momento de um enfrentamento insuportável com a verdade”, disse
a psicanalista Maria Rita Khel, autoria do livro O Tempo e o Cão (Editora
Boitempo), em entrevista à revista Mente Cérebro.
Fontes – de todas as postagens sobre depressão: